domingo, 11 de novembro de 2012

Os 12 Trabalhos


Prêmios

FESTIVAL DO RIO
Ganhou
Melhor Ator - Sidney Santiago

CINE PE - FESTIVAL DO AUDIOVISUAL
Ganhou
Melhor Diretor - Ricardo Elias
Melhor Ator - Sidney Santiago
Melhor Ator Coadjuvante - Flávio Bauraqui
Melhor Roteiro
Melhor Trilha Sonora

FESTIVAL DE HAVANA
Ganhou
3º Melhor Filme


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

2º Filme do Ciclo Buraco Negro

Quando penso no filme 'os 12 trabalhos' do cineasta Ricardo Elias, a palavra que vem à minha mente é fidelidade. Isso porque o filme do Ricardo e de sua excelente equipe de realizadores conseguiu uma excelência estética fora do padrão visto por ai. Estamos acostumados com as produções de tevê que geralmente nos mostra uma realidade estética muitas vezes caricata, traidora, onde tudo parece muito 'plástico', pré-moldado, que só nos faz lembrar do quão ficcional a película é. Não é o caso deste filme. '12 trabalhos' leva a uma imersão quase imparcial na cidade de São Paulo e na psique de seus moradores. Chega a ser assustador saber que conhece tantas pessoas que agem e falam como as pessoas no filme. A fidelidade está próxima ao relato de um escritor sobre suas personagens, só que feito de forma visual.

O filme gira em torno do adolescente Héracles (Sidney Santiago) - referência ao mito de Hércules e seus 12 trabalhos. Héracles, recém, saído da Febem, aceita a proposta de trabalho feita pelo primo Jonas (Flávio Bauraqui) para trabalhar consigo numa empresa de motoboys. Assim como no mito, Héracles tem de realizar diversos trabalhos corriqueiros e aparentemente fáceis de cumprir.

Ao longo do filme, Héracles vai passando por diversas situações de tensão, medo, alegria, melancolia, ter a sensação de falhar novamente e quase perder as esperanças. Um aparente primeiro beijo numa linda e desiludida ex-amante de seu primo, pagar com um desenho o pastel oferecido por uma bela atendente de barraca de feira, trocar envelopes de clientes, servir em uma ocasião de 'aviãozinho' para um colega de trabalho. Mostra o rito de passagem que o adolescente enfrenta para ser tornar um homem, mesmo que não se possa definir de qual estirpe.

O filme conta com uma belíssima atuação do jovem Sidney Santiago (Héracles) - que é um excelente ator e promete ainda muito mais; Flávio Bauraqui (Jonas), que ganhou o prêmio de 'Melhor Ator' no Festival do Rio, por "Quase Dois Irmãos" (2005); Lucinha Lins (Carmem) em uma curta, mas ótima atuação.

(...) O filme é um convite à reflexão sobre o que é a realidade, dado que nós só conhecemos a nossa realidade, o nosso dia-a-dia, sendo que desta forma a palavra 'realidade' perde todo o sentido de totalidade, diluída em pieguices e ignorância.

(Retirado daqui)

SERVIÇO
    Cineclube Buraco do Getúlio
    Dia 13 de novembro, terça, às 20h
    Casa de Cultura de Nova Iguaçu
    Rua Getúlio Vargas, 51 - Centro - Nova Iguaçu
    Próximo à Estação de Trem de Nova Iguaçu

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

26ª SESSÃO ONLINE DO BG


Sinopse: Garotinha é atraída para uma loja de brinquedos por um boneco que se parece exatamente com ela.

Gênero: Animação
Direção: Rodrigo Blaas
Ano: 2009
Duração: 5'
País: Espanha

domingo, 4 de novembro de 2012

Madame Satã



Satã é como os galos em rinha mostrados por instantes em Paixão Nacional: fronte em riste para enfrentar todas as porradas e revidar na maneira do possível. Tudo, até a morte, menos capitular. (Ruy Gardnier)


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

1º Filme do Ciclo Buraco Negro


Desde o primeiro segundo, quando os créditos com letras brilhantes feitas de lantejoulas aparecem, a personalidade exuberante de João Francisco dos Santos transparece. A mescla de bestialidade e sexualidade, presentes de maneira marcante na personalidade e no cotidiano dele, são, basicamente, a introdução a esse indivíduo. E quando os créditos finais aparecem, a persona da Madame Satã é fluentemente identificada e compreendida por nós. Principalmente pela facilidade com que ela é representada pelo ator Lázaro Ramos, que apresenta o carisma e estabelece a convicção com que João tomava suas atitudes e, dessa forma, nos faz simpatizar por ele, mesmo quando ele se mostrava irracional.
A família disfuncional em que vive João torna-se, talvez, o principal elo entre ele o público. Assumindo o papel de matriarca, ele ao mesmo tempo que serve de conselheiro para a prostituta Laurita, interpretada por Marcélia Cartaxo, também cuida da filha dela, quase assumindo o papel de mãe da criança. E ainda se vê responsável pelo espevitado Tabu, que é maravilhosamente interpretado por Flávio Bauraqui, o grande destaque do ótimo elenco coadjuvante, mostrando-se capaz de transmitir alma de “moça na puberdade” do personagem. Estabelecendo-se como chefe de família desses três indivíduos negligenciados, Lázaro Ramos ainda soma a essa relação sentimentos de carinho e rigidez para com eles, como se João também cumprisse o papel de um pai rigoroso.
Mas o aspecto mais marcante é a sexualidade latente e sem pudores exposta no filme. O diretor Karim Aïnouz muitas vezes aproxima a câmera dos personagens como se fosse um animal identificando o outro pelo cheiro ou apenas espia, atrás de objetos e pessoas, a ação. As cenas de sexo de João com outros homens são de uma sexualidade bruta, evidenciando a natureza agressiva do personagem. Esse sentimento se estende a caracterização perfeita dos becos e ruelas da Lapa que, de certa forma, também contribuem para a formação dele. No entanto, a falta de um arco dramático faz com que o filme seja questionado como um todo, pois ele se passa sem ter um cena de catarse. E o que seria o clímax final é construído somente para que o personagem principal grite uma constatação que público já fez desde o início, de que a bestialidade e a sexualidade é que fazem dele a Madame Satã.
(retirado daqui)
SERVIÇO
    Cineclube Buraco do Getúlio
    Dia 06 de novembro, terça, às 20h
    Casa de Cultura de Nova Iguaçu
    Rua Getúlio Vargas, 51 - Centro - Nova Iguaçu
    Próximo à Estação de Trem de Nova Iguaçu